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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
sábado, 3 de janeiro de 2026
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
O novo normal
| Tue, Oct 7, 10:58 PM | |||
| ||||
Para o bem e para o mal todas as sociedades são dinâmicas, alternando o seu formato por conta, não só das
competências e caprichos dos que governam, mas também dos que são governados. E todas são afetadas pelo
conjunto de decisões de quem detém o poder, ao atender demasiadas vezes a interesses anónimos e em
detrimento dos interesses coletivos.
“Já não se fazem líderes como antigamente”. Tirando o (só aparente) saudosismo penso que nos tempos que
correm, facilmente se confunde um político com um qualquer influenciador digital pelas atitudes populistas e sem
prestar contas ao bom senso.
Confunde-se disparate com coragem. Responsáveis que deveriam ser exemplos de carisma abraçam causas de
projeção internacional em detrimento de causas nacionais, cuja responsabilidade de resolução lhe foram entregues
na sequência de processo eleitoral.
E tantos batem palmas a esses repentistas que não avaliam o impacto das suas ações.
Tudo é volátil. Convicções que movimentam milhares de opiniões rapidamente submergem no mundo global para
dar lugar a outras com a mesma importância e duração. Será que se pode fazer História com esta falta de seriedade
de opinião?
Falta sobriedade à classe política e falta ao povo respeito por si próprio.
O valor e a competência de muitos que detém pastas políticas de grande vulnerabilidade é discutível. Doutro modo
não se assistia ao que parece ser uma regressão de ver crianças a nascer em ambulâncias ou em salas de espera
de hospitais. Também na educação se tem permitido que a sala de aula esteja transformada numa arena, onde o
aluno é o pequeno ditador e o professor só tem vontade de mudar de profissão.
Provavelmente estamos a caminhar para uma sociedade onde os erros não tem consequências, em prol de uma
ilusória liberdade.
competências e caprichos dos que governam, mas também dos que são governados. E todas são afetadas pelo
conjunto de decisões de quem detém o poder, ao atender demasiadas vezes a interesses anónimos e em
detrimento dos interesses coletivos.
“Já não se fazem líderes como antigamente”. Tirando o (só aparente) saudosismo penso que nos tempos que
correm, facilmente se confunde um político com um qualquer influenciador digital pelas atitudes populistas e sem
prestar contas ao bom senso.
Confunde-se disparate com coragem. Responsáveis que deveriam ser exemplos de carisma abraçam causas de
projeção internacional em detrimento de causas nacionais, cuja responsabilidade de resolução lhe foram entregues
na sequência de processo eleitoral.
E tantos batem palmas a esses repentistas que não avaliam o impacto das suas ações.
Tudo é volátil. Convicções que movimentam milhares de opiniões rapidamente submergem no mundo global para
dar lugar a outras com a mesma importância e duração. Será que se pode fazer História com esta falta de seriedade
de opinião?
Falta sobriedade à classe política e falta ao povo respeito por si próprio.
O valor e a competência de muitos que detém pastas políticas de grande vulnerabilidade é discutível. Doutro modo
não se assistia ao que parece ser uma regressão de ver crianças a nascer em ambulâncias ou em salas de espera
de hospitais. Também na educação se tem permitido que a sala de aula esteja transformada numa arena, onde o
aluno é o pequeno ditador e o professor só tem vontade de mudar de profissão.
Provavelmente estamos a caminhar para uma sociedade onde os erros não tem consequências, em prol de uma
ilusória liberdade.
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
Pequenas pessoas com pequenos poderes
| Tue, Oct 21, 2:00 PM | |||
| ||||
De modo geral a sociedade desafia-nos ao sucesso e quando tal não acontece, pessoas com fraca
capacidade em lidar com a frustração ou com má índole tentam culpar o mundo dos seus fracassos.
Como o mundo sabe defender-se desses idiotas, estes viram-se para o círculo familiar onde encontram
pessoas tolerantes e muitas vezes indefesas.
O processo da violência doméstica desencadeia-se sempre da mesma forma: a prepotência de pequenas
pessoas sobre pessoas vulneráveis. E aquilo que começa com a desculpabilização vai crescendo por
conta da manipulação e controle por um lado e do medo por outro. O lar transforma-se pouco a pouco no
palco de muita crueldade, com consequências noticiadas todos os dias.
Em numerosas situações a violência doméstica está associada ao consumo de álcool ou estupefacientes
e é recorrente a aparente desculpabilização dos agressores por conta dessa condição. Há que deixar de
“passar-se o pano” a irresponsáveis que não conseguem gerir a vida sem essas “ajudinhas”.
A falta de juízo não pode ser permissiva, o "pôr-se a jeito" perante situações que lesam a prazo a saúde
mental também tem de ser responsabilizada, ou então aqueles que cumprem as regras de bem viver em
sociedade devem ter direito a um prémio. A vida é difícil para todos e se a maioria enveredar por um modo
de vida torto, o mundo transformar-se-á num imenso hospício.
Já basta o que basta!
A catatonia da lei tem que ser tratada com urgência porque os números da violência em família são
assustadores.
capacidade em lidar com a frustração ou com má índole tentam culpar o mundo dos seus fracassos.
Como o mundo sabe defender-se desses idiotas, estes viram-se para o círculo familiar onde encontram
pessoas tolerantes e muitas vezes indefesas.
O processo da violência doméstica desencadeia-se sempre da mesma forma: a prepotência de pequenas
pessoas sobre pessoas vulneráveis. E aquilo que começa com a desculpabilização vai crescendo por
conta da manipulação e controle por um lado e do medo por outro. O lar transforma-se pouco a pouco no
palco de muita crueldade, com consequências noticiadas todos os dias.
Em numerosas situações a violência doméstica está associada ao consumo de álcool ou estupefacientes
e é recorrente a aparente desculpabilização dos agressores por conta dessa condição. Há que deixar de
“passar-se o pano” a irresponsáveis que não conseguem gerir a vida sem essas “ajudinhas”.
A falta de juízo não pode ser permissiva, o "pôr-se a jeito" perante situações que lesam a prazo a saúde
mental também tem de ser responsabilizada, ou então aqueles que cumprem as regras de bem viver em
sociedade devem ter direito a um prémio. A vida é difícil para todos e se a maioria enveredar por um modo
de vida torto, o mundo transformar-se-á num imenso hospício.
Já basta o que basta!
A catatonia da lei tem que ser tratada com urgência porque os números da violência em família são
assustadores.
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