terça-feira, 15 de setembro de 2015
Porto
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
“Guerra santa”
Publicado nO BLOG "A VOZ DA GIRAFA" -SEXTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2015
Na história nenhum facto relevante acontece por acaso.
Há e haverá sempre a mão dos dirigentes a manipular conforme o objectivo
a que se propõem.
Vem isto a propósito da grande expansão de chineses no mundo e da
forma silenciosa como se instalaram nos mais diversos países.
Vem também a propósito desta onda de refugiados que estão a
invadir, numa primeira fase, a Europa e mais tarde outros continentes. Até
aqui tudo parece normal. Mas se analisarmos um pouco utilizando a teoria
da conspiração, podemos quem sabe, tirar algumas conclusões
preocupantes: - os chineses, espalhados por todos os cantos do mundo,
controlam o comércio mundial; adaptaram-se aos novos países de forma
pacífica, muito embora fechados na sua própria cultura.
Os novos migrantes, os que todos os dias são notícia, fogem de
países islâmicos, onde dizem não ter condições de viver em segurança,
mas trazem com eles todos os hábitos de vida, culturais e religiosos,
dispostos a não abdicar de nada por forma a moldarem-se à cultura das
sociedades que eventualmente os vão acolher.
E com a bênção dos países de acolhimento talvez daqui a alguns
anos consigam, o que até agora não foi conseguido com todos os
atentados terroristas, que é impor o seu fanatismo religioso ao resto do
mundo, a chamada “guerra santa”. Será?
E vem à minha memória o 11 Setembro...
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Êxodo
SEGUNDA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2015
1 comentário:
- Tem razão, amiga Fátima! Mas olhe que os EUA e a Europa (UE) não resolvem o problema porque têm as mãos encharcadas com o sangue desta gente. Dos milhares que morrem atrozmente. Quem é que destruiu a Líbia, a Síria, O Iraque, etc. de onde eles Vêem? Quem é que criou ou permite a existência dos assassinos fanáticos do EI? Até aqui, neste blogue, repare na insensibilidade gélida do autor de "Que Raio de Solidariedade"sobre esta matéria (Mensagens antigas).
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Ser povo é tramado!
SEXTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2015
Ser povo é tramado!
5 comentários:

Até quando iremos suportar estas iniquidades, em que a lei não é igual para todos, o poderoso humilha o fraco e a Justiça é pervertida ?
Amândio
Concordando em grande parte com sua carta, não resisto a transcrever algumas noticias que toda a imprensa tem dado a conhecer sobre “amigos” do banqueiro Ricardo Salgado:
O BES foi o principal financiador da Fundação Mário Soares, doando dinheiro a esta instituição como forma de mecenato. Última doação ocorreu em 2013 e teve o valor de 300 mil euros...
O antigo Presidente da República, Mário Soares, defendeu, numa curta entrevista ao jornal “i”, a posição de silêncio absoluto adoptada pelo «amigo» Ricardo Salgado em todo o caso BES...
Ricardo Salgado recebeu a visita de Mário Soares, na sua casa em Cascais. O ex-líder do Banco Espírito Santo, em prisão domiciliária desde 24 de julho no âmbito do caso BES, já tem recebido vários amigos, mas Mário Soares, com quem manterá uma relação de amizade desde os anos 80, parece ser o mais mediático.Respostas
Parabéns à amiga, Fátima Rodrigues pelo oportuno texto " Ser povo é tramado " com o qual estou plenamente de acordo. Também estendo os meus parabéns à resposta do caro senhor Jorge Morais, e que teve a coragem de por o "dedo na ferida" ao apontar o silêncio do Dr. Mário Soares sobre o caso do (seu amigo) Ricardo Salgado e a visita solidária ao mesmo. Tiro-lhe o chapéu por ter a coragem de tocar em assunto tão incómodo para o dito politico e até para os seus idolatras.

Mais um oportuno texto da ( não sei como tratá-la... Dona não me soa bem. Permita-me que a trate por amiga) amiga Fátima Rodrigues.

quinta-feira, 30 de julho de 2015
Votem, mas votem mesmo
QUINTA-FEIRA, 30 DE JULHO DE 2015
Quem fala assim (Passos Coelho) não é gago e quem o ouve não é surdo. Os portugueses andaram distraídos nestes quatro anos.
5 comentários:
- Subscrevo por inteiro as irónicas palavras da amiga Fátima Rodrigues.

- Ironia de café ? Talvez, mas isso não é obrigatoriamente sinónimo de superficialidade. Já agora, deixe que lhe diga sr. Cabral, antes ironia de café do que comentários de sanita.
- Também concordo que a actual situação serve a muita gente; não fora assim e as estatísticas não seriam tão próximas nos principais partidos. Mas democracia é isso: respeitar a opinião dos outros com civismo e de preferência tendo em conta o bem nacional ao invés do particular e todos sabemos, ou deveríamos saber, que o país não anda bem na fotografia...
- E a criatura já começou a chantagem, dizendo que os traficantes da alta finança estão de olho nas eleições... Só se for para manter a dívida no lixo, de onde nunca saíu, porque esta corja não fez outra coisa que não fosse aumentá-la! Para onde terão ido os muitos milhares de milhões que nos extorquiram? Amândio

http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/08/os-migrantes-democracia-e-crise.html
Tenho a maior das compreensões relativamente aos factos que a levaram a escrever este texto. Esses factos são, de facto, aterradores e, sobretudo, geradores de medos que, historicamente, dão origem a que se insinuem teorias populistas que, muitas vezes, descambam em coisas muito piores.Urge, pois, fazer algumas considerações que ajudem a refrear a disseminação de ideias apressadas, incorrectas e perigosas.
Começo por destrinçar os fenómenos que refere consoante as origens: a China e os países islâmicos.
Os chineses que pululam por todo o mundo, é verdade, não são, na sua esmagadora maioria, refugiados de guerra. Poderão ter a estratégica mãozinha do governo chinês por detrás, não duvido disso, mas encaro o fenómeno, para já, de forma mais ligeira. Dá-me grandes preocupações suspeitar de alguns objectivos mais ligados ao domínio comercial e financeiro das estruturas capitalistas mundiais e, pior ainda, preocupam-me sobremaneira as exibições de poderio militar e respectivos instrumentos, como os mísseis que ainda esta semana mostraram ostensivamente ao mundo, mísseis esses que produzem ao preço da chuva. Quanto aos hábitos culturais, não vejo que os chineses residentes em Portugal, com visto gold ou de latão, estejam por aí a influenciar o nosso modus vivendi, com perturbações de ordem pública ou violações de consciências. Pelo menos, para já. Se me ponho a pensar nos perigos potenciais do que quer que seja, olhe, o melhor é não sair à rua, com chineses ou sem eles.
Passemos aos refugiados da actualidade. A não ser que estejamos a ser invadidos por uma horda de refugiados fingidores (acha?), que podemos censurar-lhes? Aspirarem a uma vida em paz? Nós não a queremos também?
Se, a prazo, eles vierem dar razão aos medos de subversão da nossa cultura e das nossas idiossincrasias de ocidentais “civilizados”, a culpa será apenas nossa. O multiculturalismo não pode ser uma “balda”. Quando franceses, ingleses, alemães e outros, sequiosos de mão de obra estrangeira, abriram portas a africanos e asiáticos, sem esquecer os portugueses, espanhóis e italianos, não se ralaram se eles se fechavam nos seus guetos voluntários, aí vivendo de acordo com as suas próprias leis, ignorando e violando, às vezes ostensivamente, as regras locais. Em plena Europa, praticou-se a multigamia, usaram-se véus integrais e fizeram-se muitas mais coisas ao arrepio da legislação que a todos nos obriga, na completa e irresponsável indiferença das autoridades que só pensavam nos interesses imediatos, satisfeitos pela mão de obra que tinham captado. Por tudo isto, parece-me que o momento actual é uma oportunidade para resolver muitos dos problemas da Europa, a começar pelo seu envelhecimento. As leis, sejam de acolhimento de refugiados, sejam de imigração económica, existem. As leis comportamentais também existem. Apliquem-nas com seriedade e rigor e a Europa poderá ter a ganhar muito com estes fluxos que, quanto mais não seja pelas razões que a eles conduziram, são profundamente indesejados. Não falando da satisfação moral e humana que sempre dá quando socorremos alguém em dificuldades. Até o insuspeito Donald Tusk lembrou que quem invoca o Cristianismo, como o infeliz primeiro-ministro húngaro, deve saber que a palavra acarreta a “disponibilidade para mostrar solidariedade”.
Não é o momento de expiar culpas ancestrais, mas imaginemos o que africanos, asiáticos e americanos disseram de nós, europeus, quando decidimos andar por esse mundo a difundir, às vezes a ferro e fogo, a fé cristã. É o momento de, pela autoridade da Razão, a Europa provar com firmeza que, de facto, é a campeã dos direitos humanos.
E, creia-me, as guerras nunca são “santas”. Sejam muçulmanos ou “cruzados” a fazê-las.
Sobre os chineses se reparou falei em serenidade e adaptação, embora preocupada a longo prazo. Não os vejo a impor a sua cultura, trouxeram hábitos de trabalho que obrigaram muitos de cá a dar corda aos sapatos. Observa-se uma certa atitude de superioridade, mas também se calhar é normal...
Quanto aos refugiados é diferente: a Europa vai-lhes oferecer o quê? os empregos que escasseiam? os apoios económicos que nega aos seus membros?
Quando os portugueses e outros povos emigraram, especialmente para Franca, havia grande oferta de emprego para reconstruir a Europa devastada pela guerra; agora é precisamente o contrário: a alguns países até dava jeito que alguns cidadãos fossem "dar uma volta", veja-se Portugal por exemplo!
E depois e mais importante, com esta atitude não se está a resolver o problema, mas apenas as consequências do problema. Na minha opinião o problema resolve-se pela via diplomática junto dos países causadores deste dilúvio, ou pela via económica antes de outras atitudes mais drásticas.
Fique bem.
Acuso o toque da sua primeira linha e peço-lhe desculpa pela verborreia que não consegui estancar, esperando contudo que não tenha sido estéril. Mas o assunto é muito sério, de grande profundidade e o meu espírito de síntese é curto.
Reparei, certamente, na distinção que fez, no seu texto, entre chineses e islâmicos, atribuindo-lhes características diferentes. Sem afastar as suas preocupações, também as deixei expressas.
Onde eu discordo é na parte económica da questão.
As actuais teorias politicamente correctas levam a conclusões do tipo “não há trabalho, não há emprego”. Nem todos pensamos assim. Um impulso gerador de rendimento na economia gera novos rendimentos. Bem sei que necessitaremos de alterar os paradigmas sociais, tarefa dificílima, mas não impossível, como se pode ver na análise histórica da humanidade que está repleta dessas mudanças. Também o vigente se há-de alterar mas, enquanto os dirigentes tiverem como único interesse acumular recursos financeiros que, fatalmente, vão parar sempre aos mesmos bolsos, não sairemos disto. Imagine o que, no interior do nosso país desertificado, significa investir na criação/recuperação de condições dignas de vida, e o desenvolvimento que isso acarreta nas economias locais. Recursos? Certamente não tantos como os que temos aplicado no BPP, BPN, BES/Novo Banco.
Tem toda a razão quando diz que só estamos a resolver (estaremos?) as consequências do problema. De facto, não se estão a atacar as raízes. Os esforços diplomáticos e económicos devem ser feitos, como diz, mas também outros de carácter militar. Porque não? Consegue-se apanhar cirurgicamente um homem no Paquistão (Bin Laden) e não se conseguem ver “exércitos islâmicos”?
O que não gostaria de ver singrar são as teorias da conspiração que refere, estas sim, orientadas para o ódio racial, para o ódio ao diferente. Também sou dos que partilham a ideia de que todo o mundo é de todos os homens (saudação a Luís Robalo).
E lá me estiquei outra vez na prosa. Do facto, peço-lhe sinceras desculpas e espero que aceite o abraço amigo que lhe envio.