terça-feira, 25 de janeiro de 2022

O dia em que o mundo descomplicou (título original)

 

Todos, por entre o tempo que vivemos agora, tivemos um dia em que cada um, à vez, tomou consciência da fragilidade da vida e da sua finitude a qualquer momento. 

Obrigamo-nos a equacionar o que é importante, pois de repente já não estão garantidos os afetos, tão pouco o dia de amanhã. 

De repente também, ficamos sem certezas sobre o emprego, suporte da nossa qualidade de vida. 

Para sobreviver ao perigo que espreitava em cada canto, deixaram de ser as nossas regras, os nossos dias apressados; passaram a ser as regras de quem manda, num confinamento obedecido. 

A urgência da profissão perfeita, do corpo perfeito, da vida perfeita, foram secundarizadas pela manutenção da saúde e viabilidade de ficarmos por cá mais algum tempo. 

Percebemos que todo o poder e todo o dinheiro não compravam a solução que tardava em chegar. 

Nunca tantos com tanta autoridade tiveram de obedecer a tão poucos que ditavam as regras que nos mantinham em segurança. 

Dos céticos aos mais avisados, todos tivemos um dia em que o mundo, simplesmente   descomplicou e tudo reduziu à manutenção da vida. 

18.04.2020


quinta-feira, 30 de abril de 2020

Assim vai o mundo



O mundo sempre se dividiu entre bons e maus; anjos e demónios. 
Nos lugares de poder, não é excepção e percebe-se que certos ditos líderes, marionetas de poderes marginais, sozinhos nunca chegariam a lado nenhum pois não têm nem as competências nem a visão.

O continente americano tem dois desses lunáticos a governar países que pela dimensão e riqueza poderiam fazer a diferença no balanço económico mundial, Trump e Bolsonaro.
Mas, de tão ridículos, inconscientes ou mal aconselhados, em todo este processo do Covid 19, escancararam as portas da morte aos respectivos povos arrogando-se deuses.

Costuma dizer-se que a melhor defesa é o ataque e o senhor Trump sabe fazer isso muito bem: em vez de justificar a falta de medidas para proteger os americanos, contra-ataca, acusando a China por conta do “vírus chinês”.

Também é curioso que por esta altura ainda não se saiba o que realmente aconteceu. Mais curioso ainda é que o homem que gasta fortunas a descobrir espaços siderais, ainda não consiga descobrir estes desafios domésticos.

A história irá escrever sobre a causa do vírus, falta saber qual a versão!
Apesar da faceta estranha e discurso politicamente incorrecto, o presidente dos EUA que chama vírus chinês ao covid, quer apurar responsabilidades. 
Nada que também não esteja nos planos de outros países, o que na minha opinião vai dar lugar a muitos pedidos de indemnizações, mal a situação esteja controlada - "a China vai ter que pedir insolvência!"

E aí sou obrigada a concordar com o homenzinho alaranjado. Independentemente de ter sido acidente, propositado, ou o que quer que tenha sido, o mundo tem o direito de saber, porque muitas vidas já se perderam e vão se perder muitas mais; as economias estão débeis com muito desemprego, fome e por aí…

Em vez de andar por aí a sobrevoar as economias fragilizadas por esta altura, para dai tirar dividendos económicos, é preciso que a China assuma a responsabilidade dos seus actos, porque a ter sido negligência, esta também tem que ser julgada e sentenciada.

De uma culpa não se livra a China: se o problema já existia pelo mês de Novembro, o mundo tinha que ser avisado de imediato, para tomar as medidas que impediriam a perda de tantas vidas. 

segunda-feira, 23 de março de 2020

Coronavírus

 Como uma potente onda que varre o planeta, o coronavírus vai percorrendo o mundo, paralisando de medo as populações e com os governos a tomar as medidas mais cautelosas, deixando para segundo plano as consequências económicas de todo este surto.

Este vírus, pequeno e invisível está a causar mais estragos que sucessivos governantes que na sua insanidade gerem países como coutadas pessoais, guerreando, matando, expulsando cidadãos, sem nenhuma noção da sua finitude. Mesmo assim os homens não querem aprender com as lições que se lhes apresentam!

Vamos sendo informados e desinformados... Percebe-se a impotência de lidar com algo que ninguém sabe de onde veio, onde se esconde e como se combate.

Teorias alarmistas, outras nem tanto, confiando tratar-se apenas duma derivante da gripe e muitas, muitas teorias da conspiração...

Pesadelo de hipocondríacos.

Uma economia que se descura e outra que prospera com o açambarcamento típico dum tempo de guerra.

Mas enquanto tudo isto acontece um pouco por todo o mundo, nos nossos antípodas, a causadora de tudo isto, a China, com a sua organização e disciplina, provavelmente já se está a reorganizar economicamente para suprir no mundo os produtos que nesta fase escassearam mas que se tornaram de primeira necessidade à escala global.

Moral da história:  a China adoece e o mundo treme! 







quarta-feira, 18 de março de 2020

Covid-19


Tempo estranho num mundo esquizofrénico...
Imenso poder material  e a informação na ponta dos dedos ao alcance de qualquer um.

Fazem-se viagens a outros mundos através da exploração espacial e a
medicina progride todos os dias...

Mas de repente algo invisível, pequeno mas extraordinariamente poderoso se atravessa no caminho da  ciência e aterroriza o mundo, mostrando-nos com a maior clareza a nossa pequenez  qualquer que seja a condição social.

Poderosa lição nos é dada: afinal não somos os mais fortes na natureza. Afinal o ser humano pode ser derrubado por uma insignificante e desprezível criatura invisível aos sofisticados equipamentos que a ciência desenvolve...

terça-feira, 10 de março de 2020

Coronavírus


Como uma potente onda que varre o planeta, o coronavírus vai percorrendo o mundo, paralisando de medo as populações e com os governos a tomar as medidas mais cautelosas, deixando para segundo plano as consequências económicas de todo este surto.
Este vírus, pequeno e invisível está a causar mais estragos que sucessivos governantes que na sua insanidade gerem países como coutadas pessoais, guerreando, matando, expulsando cidadãos, sem nenhuma noção da sua finitude. 
Mesmo assim os homens não querem aprender com as lições que se lhes apresentam!
Vamos sendo informados e desinformados... Percebe-se a impotência de lidar com algo que ninguém sabe de onde veio, onde se esconde e como se combate.
Teorias alarmistas, outras nem tanto, confiando tratar-se apenas duma derivante da gripe e muitas, muitas teorias da conspiração...
Pesadelo de hipocondríacos.
Uma economia que se descura e outra que prospera com o açambarcamento típico dum tempo de guerra.
Mas enquanto tudo isto acontece um pouco por todo o mundo, nos nossos antípodas, a causadora de tudo isto, a China, com a sua organização e disciplina, provavelmente já se está a reorganizar economicamente para suprir no mundo os produtos que nesta fase escassearam mas que se tornaram de primeira necessidade à escala global.
Moral da história:  a China adoece e o mundo treme!

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Cidade de contrastes

 


O lugar é a mistura entre o silêncio e o ruído: o silêncio de quem espera, de quem sofre; o ruído de quem trata, de quem cura…

O lugar tem o cheiro da doença, da morte. Percebe-se em alguns o olhar ausente, os corpos deformados, o fim da linha...

Eu olho esses rostos assustados que procuram nos meus olhos a esperança que lhes falta, a palavra que conforta, a decisão que tarda.

Palavras desconexas, confunde-se o tempo e o lugar… piedosa inconsciência…

Pessoas que foram, fizeram e sonharam. Que apesar de tudo e tanto, estão sozinhas no espaço da doença, na dor e no desespero.

Saio é noite e na rua percorro a cidade rumo a casa. Aqui a vida fervilha, caminha, vive as emoções e a esperança...

Jovens e menos jovens se reúnem, autónomos, capazes.

A vitalidade nos corpos e nas vozes, a saúde.

Aqui o mundo ainda é um lugar de ilusões.

Quem sabe amanhã…

















quinta-feira, 13 de junho de 2019

Prostituir a essência


Sendo o corpo pertença de cada um, cada um faz dele o que bem entende. Não esquecer, porém que o que se faz ao corpo faz-se à mente, à alma, ao espírito, no fundo à nossa essência que é aquilo que somos, independentemente dos nomes que nos damos. Quando aviltamos o corpo, aviltamos sem dúvida a essência que nos coloca acima dos animais irracionais.

Vive-se num tempo em que se quer experienciar exaustivamente os prazeres sensoriais, usando para tal tudo o que possa potenciar os sentidos. Já quase não se pondera a diversão sem a presença do álcool, da droga, do tabaco, de medicamentos e cedo ou tarde esses maus tratos ao corpo virão como danos maiores à mente.

Pese embora, a progressão do ser humano que já se aprimorou relativamente ao tempo em que matava para sobreviver, ainda está bem longe daquilo que seria razoável nos tempos actuais.

Prostitui-se o corpo de variadas formas: na entrega por compensação económica; quando consome substâncias que potenciam sensações, inibições, alienações. Maltrata, fragiliza quando não respeita as necessidades de descanso, de higiene, quando por questões estéticas vai a sacrifícios desumanos, alimentação deficiente, uso de substancias químicas para atingir a pseudo perfeição.

Duvido que não haja um rasgo de consciência a alertar para as consequências futuras e tenho a certeza de que todos os excessos irão aparecer mais tarde sobre a forma de transtornos emocionais e ou mentais.

Porque o corpo é a casa onde vivemos enquanto pessoas, maltratar essa casa é prostituir quem somos. E nós somos, a soma de todos os sentidos, que entram na equação do nosso bem-estar e da nossa sanidade mental. Respeitar o nosso corpo é respeitar a nossa essência e essa é a parte mais importante de nós."