sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Cidades, todas diferentes todas iguais_melhorar imagem

 











Fátima Rodrigues mariafatima.rrodrigues@gmail.com

Fri, Jan 24, 2:51 PM
to leitor

A cidade é um pulmão gigante de gentes correndo maratonas todos os dias.

Uma corrida de obstáculos, autocarros que se perdem num relógio que não para.

Chegar ao emprego é uma aventura no cansaço e na vontade de voltar para casa.

A cidade não é só o que dizem os noticiários, tão pouco o glamour apregoado pelos  influenciadores/manipuladores, é muito mais. 

Uma espécie de loja do chinês onde tudo se mistura.

É pressa, ansiedade, insegurança, medo…

O luxo que convive lado a lado com a miséria…

E uns poucos que tem cada vez mais  e muitos que apenas sobrevivem.

Supostamente são assim todas as cidades da democracia. 




segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Omeletes sem ovos_Jornal de Notícias

 

Este governo, com quem já simpatizei mais, parece querer fazer omeletes sem ovos.

Houve um tempo em que os patrões escravizavam trabalhadores. Depois veio o tempo da revolução em que trabalhadores expulsaram patrões. Agora estamos no tempo em que os patrões  humilham quem precisa trabalhar ao escolher doutores para tarefas básicos 
Este governo escolhe, para a área da justiça, em tarefas habitualmente ao nível do 12ano licenciados e como se não bastasse quer pagar praticamente o salário mínimo. Depois os concursos ficam desertos e vem o chavão de que os portugueses são preguiçosos, ao invés de criticar quem está à muito tempo fora da realidade nacional.
Então e quem não teve condições para se licenciar não pode aspirar a ser funcionário público?
Uma coisa é certa, um só salário de tantos assessores inúteis deste governo pagaria muitos salários a funcionários de que a justiça precisa urgentemente.
Cumprimentos 

Fátima Rodrigues 








domingo, 26 de junho de 2022

Banalizar a vida



 Quando se acredita que o tempo da nossa civilização seria bastante para sermos hoje verdadeiramente humanos, o que vemos todos os dias é a selvajaria e a banalização da vida.

Mata-se sob qualquer pretexto. A masculinidade atua cada vez mais em manada onde mostra toda a sua valentia; a sós, escudam-se em casas de banho e chamam a polícia.

E depois a psicologia tem justificativa para quase tudo: psicopatia, sociopatia, transtornos emocionais e tudo o mais que a ciência resolveu catalogar, muitas vezes para esconder a triste realidade de que o ser humano sem ética e sem moral transforma-se num ser não muito diferente de qualquer animal em meio selvagem.

A morte em contexto de violência doméstica é notícia todos os dias; crianças negligenciadas e mortas são uma situação recorrente. Até parece que o futuro dos países não passa pelos que são agora crianças; os jovens que saem para se divertir, antes usavam os punhos nas zaragatas típicas de certa idade, agora levam armas e parece não terem problemas em usá-las, como se o castigo por matar não os assuste de modo nenhum.

Talvez que as leis não sejam adequadas à gravidade da violência que parece aumentar a cada dia. 

Talvez seja preciso a coragem e a urgência por parte dos legisladores para alterar a brandura de certas leis.

Talvez seja de pedir aos juízes alguma autonomia e independência de decisão, complementarmente à lei, para ensinar humanidade a quem prevarica.

Quando será que os decisores mostram coragem para mudar o que continua a correr mal?



sábado, 26 de março de 2022

Os filhos do ditador

 Quem são teus filhos, ditador?

Onde estão e como são os teus filhos ditador?

Por detrás das grades douradas onde pensas protegê-los, são felizes ditador?

Dormem à noite e sonham com a pesada herança que lhes vais deixar?

Quando abraças os teus filhos, olhas nos seus olhos com amor, enquanto mandas matar outros filhos de outros pais que nenhum mal te fizeram ditador?

Que direito tens de os fazer carregar a vergonha dos teus atos.

Ninguém vai esquecer e nem perdoar a tua descendência ditador!




segunda-feira, 7 de março de 2022

Vladimir Putin, um homem velho no mundo novo

O menino brinca com os seus tanques de guerra investindo sobre os inimigos imaginários. Uma “guerra” sem consequências, pois no dia seguinte os adversários estão prontos para se enfrentarem de novo e de novo e de novo... 

Depois, o menino cresce e aprende a viver em sociedade, no respeito pela vida, pela paz e pelo semelhante. 

Mas há meninos que não crescem, que não evoluem no ideal de ser humano. Que continuam a brincar às guerras, na sua alienada perceção e com a ajuda de acovardados caciques querem dominar o mundo, como se fossem invencíveis e imortais. 

Chegamos ao séc. XXI e pese embora todas as lições que deveriam ter impulsionado o mundo a evoluir de forma real, o homem, apesar de se achar um ser evoluído, ainda não se desprendeu do sentimento de barbárie que domina o seu coração no desejo possuir de forma absoluta. 

Putin é o homem velho no mundo novo! A erva daninha que foi deixada a crescer sem controle. Que não tem inteligência para perceber que as guerras são sintomas de subdesenvolvimento, resquícios dos primórdios da espécie humana que já fez tanto caminho para chegar aqui. 

A evolução não dá saltos nem queima etapas: é gradual. E num mundo que se ufana da inteligência artificial, é importante não continuar a menosprezar a inteligência emocional que, essa sim, é o garante do desenvolvimento ideal da humanidade.