quinta-feira, 30 de julho de 2015

Votem, mas votem mesmo

QUINTA-FEIRA, 30 DE JULHO DE 2015

Quem fala assim (Passos Coelho) não é gago e quem o ouve não é surdo. Os portugueses andaram distraídos nestes quatro anos.

Há que dar valor a quem o tem e este governo merece o nosso apreço e confiança por mais quatro anos a fim de dar continuidade ao trabalho.
Porque ainda não foi feito:
Tirar a totalidade das reformas aos idosos: são pessoas que não trabalham e comem pouco;
Chutar o resto dos jovens promissores daqui para fora: afinal nós queremos gente com experiência (tipo políticos de toda a vida) para assumir os lugares de decisão e não meninos;
Aos desempregados dar-lhes um emprego de trabalhos forçados, tipo limpar florestas: são tipos que andam aí a estragar as estatísticas de sucesso deste governo;
Por fim e mais importante, faltou ainda e para isso quatro anos devem chegar, nomear todos os amigos banqueiros, empreiteiros, políticos e promissores parasitas para cargos vitalícios para que estes não necessitem gastar a pouca massa cinzenta a mandar currículos à procura de emprego.
Por tudo isto acho que os portugueses devem mesmo votar para que o governo actual possa ter mais tempo para terminar a grandiosa obra de levar o país à falência moral e económica.

5 comentários:

  1. Subscrevo por inteiro as irónicas palavras da amiga Fátima Rodrigues.
    1. Ironia de café ? Talvez, mas isso não é obrigatoriamente sinónimo de superficialidade. Já agora, deixe que lhe diga sr. Cabral, antes ironia de café do que comentários de sanita.
    2. Também concordo que a actual situação serve a muita gente; não fora assim e as estatísticas não seriam tão próximas nos principais partidos. Mas democracia é isso: respeitar a opinião dos outros com civismo e de preferência tendo em conta o bem nacional ao invés do particular e todos sabemos, ou deveríamos saber, que o país não anda bem na fotografia...
  2. E a criatura já começou a chantagem, dizendo que os traficantes da alta finança estão de olho nas eleições... Só se for para manter a dívida no lixo, de onde nunca saíu, porque esta corja não fez outra coisa que não fosse aumentá-la! Para onde terão ido os muitos milhares de milhões que nos extorquiram? Amândio

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ser e falar português

TERÇA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2015


Ser português é ter a coragem de enfrentar mundos desconhecidos, hoje como antes, em busca do alimento e 
de uma vida melhor.
Ser português é ser amável, moldável, quantas vezes vulnerável pelas saudades dos que ficaram para trás.
Ser português é tanta coisa, porém às vezes parece tão pouca.
Digo isto a propósito de uma recente permanência numa ilha espanhola, onde abundam portugueses 
que muito contribuem para a economia espanhola, mas que nem por isso estes se esforçam por falar a nossa 
língua.
Orgulhosamente fala-se espanhol, depois inglês, alemão. Português? – “no te entendo”, ouve-se com 
frequência. 
Informação em português: zero; Animação em português: zero; Língua portuguesa nos aviões: zero (talvez e com sorte o português do Brasil)
Choca ver a pouca estima que têm por nós. 
A subserviência crónica, a falta de porte de quem nos governa, a cobardia do deixa andar é provavelmente a razão deste desprezo

Mas enfim, talvez que a nossa língua, (falada por mais de 200 milhões de pessoas), tal como a TAP, tal como 
a PT, tal como o governo (esse não! enganei-me) estão a ser vendidas a retalho. 
Daí a pouca importância que lhe é dada por esse mundo fora.

4 comentários:

  1. Tem razão! Mas a pouca importância que têm por nós, é ainda muito menos chocante que a pouca importância que temos por nós. Há dois anos fui à Croácia e à Eslovénia. A tripulação do avião não falava uma única palavra da língua de Camões. Fui o único que protestei ( os passageiros eram todos portugueses). Veja os festivais de verão: 90 por cento dos músicos e cantores são estrangeiros. Veja o sucesso que tem a comida de plástico nomeadamente da multinacional norte-americana. Isto num país que tem das melhores gastronomias do mundo.Só somos patriotas numa coisa: no futebol. Por isso temos o país que temos. O país que merecemos.
    1. Os mais velhos já não têm força para nova revolução; os jovens, como diz um ilustre papagaio, "não estão nem aí".
      Continuaremos a esperar pelo D. Sebastião...
  2. Este comentário foi removido pelo autor.
  3. A Educação em Portugal só tem - nos últimos tempos - fabricado analfabetos, que já nem sequer sabem falar PORTUGUÊS. Depois, só o que é de FORA é que é bom e bom de ver. Também se faz o culto das viagens na estranja e não preservamos e damos valor ao que é nosso. Resumindo: o analfabetismo a todos os títulos está generalizado.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Fado, fé e futebol

PUBLICADO NO BLOG "A VOZ DA GIRAFA" SEXTA-FEIRA, 5 DE JUNHO DE 2015


“O futebol é o ópio do povo”, dizia-se nos tempos de Salazar. Mudou alguma coisa? 
Abrindo os jornais por estes dias, as primeiras páginas são dedicadas ao mercenarismo
que vigora nesta área: quem dá mais… mais amigo é…
Jesus, que até tem nome santificado, fez as suas escolhas, atendendo aos seus interesses
pessoais. Nada que seja estranho nesta elite a quem os problemas sociais passam ao lado.
Num tempo dito de crise (só para alguns), inebriados pelas vitórias secundárias da vida,
futebol, e afins, percebemos que existem problemas reais num país real, mas que passam
ao lado dos homens e mulheres que deveriam ter a sua intervenção nas decisões que
influenciam o seu futuro e dos seus.

É um contra-senso ver os portugueses tão activos no supérfluo: moda, férias, facebook…
e tão passivos perante o cinismo de quem nos governa e que todos os dias atropela os
direitos adquiridos pós 25 de Abril, praticamente desaparecidos 40 anos depois.

3 comentários:

  1. Sabe como é que Guerra Junqueiro nos caracterizava? "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio". Mudámos alguma coisa?
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  2. Este comentário foi removido pelo autor.
    Responder
    Respostas
    1. Cara Fátima Rodrigues, apenas dizer-lhe que faço minhas as suas palavras, apenas acrescentar ao " praticamente desaparecidos 40 anos depois." graças ás politicas levadas a cabo pelos Governos ora do PS, ora do PSD com, ó sem, a muleta do CDS.
    Publicado no Blog "A Voz da Girafa" em 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

País evoluído…quem? nós?

QUARTA-FEIRA, 27 DE MAIO DE 2015


Num país evoluído, a sociedade (leia-se família e Estado) forma os seus jovens com vista a ocuparem os lugares para os quais foram preparados.
Um país evoluído não gasta recursos para colocar jovens com formação superior atrás dum balcão regateando um salário mínimo.
Um país evoluído, sob o apanágio da democracia não precisa espaldar os políticos de forma tão ostensiva, desviando os recursos necessários à sociedade civil e à ordem pública.
Num país evoluído, do Séc. XXI deveria ser inteligível que quando se trata o corpo dum viciado, deveria também tratar-se-lhe a alma, porque esta sim, está muito doente.
Portanto, assassinos não são apenas os que espetam facas no coração dos filhos, mas também aqueles que desviando verbas do essencial para o supérfluo, põem em causa o trabalho social de tantos que tentam fazer o impossível com as migalhas que sobram da mesa dos senhores.
Por onde andam os psicólogos que todos os anos saem para o mercado do trabalho?

Provavelmente atrás dum balcão a regatear um salário mínimo...

2 comentários:

  1. Mas quem é que disse que somos um país evoluído? Com um povo tão atrasado... O principal culpado pelo país que tem. E adoramos fazer a transferência da culpa!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Reconhecimento por serviços prestados

TERÇA-FEIRA, 26 DE MAIO DE 2015

Imaginemos que precisamos recorrer à urgência de um hospital. Em geral são situações aflitivas. Geralmente o que fazemos? - ao invés de esperarmos a nossa vez de sermos atendidos, acreditando que os serviços percebem a nossa urgência, recorremos aos nossos conhecimentos naquela área de forma a sermos mais prontamente atendidos.

A isto chama-se o quê?

Imaginemos que recebemos em casa um daqueles bilhetinhos das finanças  que nos põe os cabelos em pé. No meio da aflição pensamos de imediato  naquele tipo que conhecemos na repartição de finanças e lá vamos nós  “chapéuzinho” na mão, pedir ajuda para resolver tão "grave" problema.  Aí, o funcionário, no cumprimento das suas obrigações profissionais  esclarece a assunto e orienta a forma de o resolver. Aliviados e  gratos pela solução encontrada, pensamos em agradecer e muitas vezes é  na forma de uma lembrança que se leva a casa.
A isto chama-se o quê?

Quando na escola, os filhos não têm os resultados desejados, nós os  pais vamos ter com os professores dar aquela "palavrinha" necessária ao  bom andamento da “coisa” e pouco antes do final do ano levamos uma  lembrança, um ramo de flores, etc.
A isto chama-se o quê?

Agora imaginemos que temos uma empresa em início de actividade.  Precisamos de ganhar o pão. O 1º passo será encontrar entre as nossas  relações aqueles que nos poderão “orientar” para que a nossa empresa  progrida rapidamente, pagando nós generosamente o "empurrão".
A isto chama-se o quê?

A isto chamo reconhecimento por serviços prestados. Por que inventaram  que é tráfico de influências? - O povo está louco!!!
Se nós passamos a vida inteira a recorrer a estes hábitos  naturalmente e sem culpas, por que criticar então aqueles que com  grande poder, fazem também grandes favores e se fazem pagar e bem,  por esses serviços prestados.

Porquê tanto alarido com uma simples vaga de gripe, se na nossa sociedade grassa há  séculos uma pandemia chamada tráfico de influências e para a qual  ninguém está interessado em encontrar vacina.
Afinal é só "botar" o preço que cada homem tem o seu!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Até quando?

SEGUNDA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2015


Até quando se vão matar mulheres como animais?

Até quando esta mentalidade de homem das cavernas do homem português?
Refere-se os países do oriente sobre o comportamento repressivo contra as mulheres. Qual 
a diferença?
A justiça que deveria funcionar como dissuasora destes comportamentos com penas 
severas e de preferência mais originais, trata os crimes de morte com a naturalidade de 
qualquer outro crime.
Quando se entrega um papel à vítima para impedir que o agressor se aproxime dela espera-se 
o quê: que ela lhe atire o papel se for atacada?
Gasta-se tanto dinheiro dos nossos impostos para guardar as costas dos políticos contra 
o arremesso de tomates (que eventualmente não têm) e para proteger uma mulher da 
morte dá-se-lhe um papel e uma palmadinha nas costas, como quem diz: desenrasca-se!
Mais ainda: quando a vitima tem a sorte de ir pelo seu pé diante do juiz, quantas vezes fica 
implícito nas entrelinhas da sentença uma chamada de atenção, em que esta deveria ter 
evitado a agressividade da besta, como se defender-nos  dum assassino não fosse um direito!
Infelizmente ainda vivemos num tempo retrógrado em que matar é lavar a honra e o 
homem ainda é o chefe de família, mesmo que este apenas e só vista calças!
A APAV faz muito pelas vítimas de agressão doméstica mas para as proteger tem de 
escondê-las quase atrás de grades, enquanto o agressor fica livre para perseguir e caçar a 
vítima na primeira oportunidade.