sexta-feira, 23 de outubro de 2015

“Faz de conta”

SEXTA-FEIRA, 23 DE OUTUBRO DE 2015


Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de eleitos representantes

Portugal é um país mágico à beira mar encantado e vivendo o “faz de conta”.
Faz de conta que temos democracia, que temos cultura, que temos saúde, que temos educação, que temos emprego, que temos futuro...
Democracia é uma palavra do nosso imaginário desde o tempo da revolução, mas a prática do dia-a-dia diz-nos que pouca gente sabe exactamente de que trata.
Façam uma experiência: aleatoriamente perguntem a jovens de 18/30 anos o que é democracia e umas quantas perguntas básicas sobre política e verão o chorrilho de asneiras que saem da boca dessa geração, que até sabe tudo de festivais de música, de filmes, de formas de comunicar a banalidade na net…
Sem querer generalizar, acho que uma fatia, grande de jovens, não está nada envolvida com os problemas do seu futuro; acham eles que se não houver oportunidades no seu país, ao invés de lutar pelos seus direitos, optam por sair para países onde pensam encontrar o “El dorado”.
Falta, para além da cultura, a objectividade e a tenacidade que permitiram derrubar uma ditadura e conquistar direitos que afinal já se perderam pela inércia dos últimos anos.
Depois espantam-se quando o vencedor das eleições é uma coligação que governou 4 anos e que sem inocência se nomeou PAF, o que para muitos incautos era um novo partido com uma proposta séria de governação.

Só me apetece dizer “bem feito”. 

3 comentários:

  1. Não sei se a companheira aqui de escritas teve conhecimento, ou se lembra, de há uns anos o então director do "Publico" Vicente Jorge Silva ter classificado a juventude dessa altura de "geração rasca e à rasca". Isso levantou uma grande polémica. Eu sempre achei que o homem tinha carradas de razão. Só que, entretanto, as coisas pioraram. E muito. Agora, de quem é a culpa? De todos nós, os mais velhos, obviamente! Portanto, com as excepções que todos conhecemos, somos todos rascas! Guerra Junqueiro, disse há 119 anos: "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio".Mudámos alguma coisa?
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    1. Concordo que todos temos uma parte da culpa, mas não nos martirizemos tanto. Esta gente nova tem acesso a canais de informação e cultura que os mais velhos nunca tiveram. Apesar de tudo isso não querem ficar mais espertos e fazer boas escolhas para o seu futuro.
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  2. Concordo consigo! Eles têm é sido demasiadamente apaparicados. E a irreverência, própria desta faixa etária, manifesta-se quase sempre em coisas estúpidas, e por igual. Ou seja, são uns cordeirinhos e macacos de imitação.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Porto

TERÇA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO DE 2015


Questionei-me muitas vezes sobre um edifício em ruínas junto ao estação de S. Bento no Porto e que há algum tempo foi coberto com uma espécie de rede fluorescente.
Sendo este local dos mais fotografados pelos turistas num Porto que está na moda, não entendia as ruínas, entendendo menos ainda a solução encontrada com a tal “rede”
O JN fez o favor de me esclarecer no jornal de hoje: afinal trata-se da decoração de uma sala de chuto e a “rede” não é nada mais, nada menos do que um elemento artístico chamado Metamorfose.
Meus senhores, não era mais fácil eliminar essas ruínas, limpando o espaço, quando muito criando ali um espaço de lazer? Quanto custou uma ideia dessas?
A cidade não mexe. 
Eu cresci no Porto e o que observo é que não há mudança, ou há, para pior. 
Em cada canto vemos casas em ruínas com riscos para o transeunte desprevenido.
Parece que a cidade do Porto está entregue a uma meia dúzia de iluminados que vão desbaratando grandes recursos financeiros praticamente numa única zona da cidade (Mouzinho da Silveira e pouco mais) o que, por este andar, se a ideia era repovoar a baixa do Porto com gente jovem tenho dúvidas que os tais jovens tenham poder de compra para habitações recuperadas a peso de ouro.
Provavelmente serão casas compradas por quem tem poder de compra; talvez um novo Algarve no Porto…
Os gestores da cidade aparentemente não souberam e não sabem aproveitar a imensa procura que tem o Porto. 
Há zonas que parecem autênticos estaleiros de tão caóticos.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

“Guerra santa”

Publicado nO BLOG "A VOZ DA GIRAFA" -SEXTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2015

Na história nenhum facto relevante acontece por acaso.

Há e haverá sempre a mão dos dirigentes a manipular conforme o objectivo a que se propõem.

Vem isto a propósito da grande expansão de chineses no mundo e da forma silenciosa como se instalaram nos mais diversos países.

Vem também a propósito desta onda de refugiados que estão a invadir, numa primeira fase, a Europa e mais tarde outros continentes. Até aqui tudo parece normal. Mas se analisarmos um pouco utilizando a teoria da conspiração, podemos quem sabe, tirar algumas conclusões preocupantes: - os chineses, espalhados por todos os cantos do mundo, controlam o comércio mundial; adaptaram-se aos novos países de forma pacífica, muito embora fechados na sua própria cultura.

Os novos migrantes, os que todos os dias são notícia, fogem de países islâmicos, onde dizem não ter condições de viver em segurança, mas trazem com eles todos os hábitos de vida, culturais e religiosos, dispostos a não abdicar de nada por forma a moldarem-se à cultura das sociedades que eventualmente os vão acolher.

E com a bênção dos países de acolhimento talvez daqui a alguns anos consigam, o que até agora não foi conseguido com todos os atentados terroristas, que é impor o seu fanatismo religioso ao resto do mundo, a chamada “guerra santa”. Será?

 E vem à minha memória o 11 Setembro...



8 comentários:

  1. Análise perfeita e sem ferir susceptibilidades. Ninguém tenha dúvidas que será isso mesmo que se está a preparar com consequências terríveis. Nas minhas meditações com Ele, peço-lhe para estar errado. Os meus parabéns D. Fátima
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  2. Nas minhas meditações também acredito no aperfeiçoamento do homem como ser Divino que é. Mas parece que demora tanto...
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  3. A análise da Fátima Rodrigues é a mais racional e correcta que eu até agora li aqui no Voz da Girafa a propósito da questão dos refugiados. Abordei precisamente a mesma questão, nos mesmos moldes neste artigo publicado recentemente no meu blog pessoal, mas também no Voz da Girafa:

    http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/08/os-migrantes-democracia-e-crise.html

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  4. Cara Fátima Rodrigues,
    Tenho a maior das compreensões relativamente aos factos que a levaram a escrever este texto. Esses factos são, de facto, aterradores e, sobretudo, geradores de medos que, historicamente, dão origem a que se insinuem teorias populistas que, muitas vezes, descambam em coisas muito piores.Urge, pois, fazer algumas considerações que ajudem a refrear a disseminação de ideias apressadas, incorrectas e perigosas.
    Começo por destrinçar os fenómenos que refere consoante as origens: a China e os países islâmicos.
    Os chineses que pululam por todo o mundo, é verdade, não são, na sua esmagadora maioria, refugiados de guerra. Poderão ter a estratégica mãozinha do governo chinês por detrás, não duvido disso, mas encaro o fenómeno, para já, de forma mais ligeira. Dá-me grandes preocupações suspeitar de alguns objectivos mais ligados ao domínio comercial e financeiro das estruturas capitalistas mundiais e, pior ainda, preocupam-me sobremaneira as exibições de poderio militar e respectivos instrumentos, como os mísseis que ainda esta semana mostraram ostensivamente ao mundo, mísseis esses que produzem ao preço da chuva. Quanto aos hábitos culturais, não vejo que os chineses residentes em Portugal, com visto gold ou de latão, estejam por aí a influenciar o nosso modus vivendi, com perturbações de ordem pública ou violações de consciências. Pelo menos, para já. Se me ponho a pensar nos perigos potenciais do que quer que seja, olhe, o melhor é não sair à rua, com chineses ou sem eles.
    Passemos aos refugiados da actualidade. A não ser que estejamos a ser invadidos por uma horda de refugiados fingidores (acha?), que podemos censurar-lhes? Aspirarem a uma vida em paz? Nós não a queremos também?
    Se, a prazo, eles vierem dar razão aos medos de subversão da nossa cultura e das nossas idiossincrasias de ocidentais “civilizados”, a culpa será apenas nossa. O multiculturalismo não pode ser uma “balda”. Quando franceses, ingleses, alemães e outros, sequiosos de mão de obra estrangeira, abriram portas a africanos e asiáticos, sem esquecer os portugueses, espanhóis e italianos, não se ralaram se eles se fechavam nos seus guetos voluntários, aí vivendo de acordo com as suas próprias leis, ignorando e violando, às vezes ostensivamente, as regras locais. Em plena Europa, praticou-se a multigamia, usaram-se véus integrais e fizeram-se muitas mais coisas ao arrepio da legislação que a todos nos obriga, na completa e irresponsável indiferença das autoridades que só pensavam nos interesses imediatos, satisfeitos pela mão de obra que tinham captado. Por tudo isto, parece-me que o momento actual é uma oportunidade para resolver muitos dos problemas da Europa, a começar pelo seu envelhecimento. As leis, sejam de acolhimento de refugiados, sejam de imigração económica, existem. As leis comportamentais também existem. Apliquem-nas com seriedade e rigor e a Europa poderá ter a ganhar muito com estes fluxos que, quanto mais não seja pelas razões que a eles conduziram, são profundamente indesejados. Não falando da satisfação moral e humana que sempre dá quando socorremos alguém em dificuldades. Até o insuspeito Donald Tusk lembrou que quem invoca o Cristianismo, como o infeliz primeiro-ministro húngaro, deve saber que a palavra acarreta a “disponibilidade para mostrar solidariedade”.
    Não é o momento de expiar culpas ancestrais, mas imaginemos o que africanos, asiáticos e americanos disseram de nós, europeus, quando decidimos andar por esse mundo a difundir, às vezes a ferro e fogo, a fé cristã. É o momento de, pela autoridade da Razão, a Europa provar com firmeza que, de facto, é a campeã dos direitos humanos.
    E, creia-me, as guerras nunca são “santas”. Sejam muçulmanos ou “cruzados” a fazê-las. 
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    1. Tantas palavras, fiquei baralhada.

      Sobre os chineses se reparou falei em serenidade e adaptação, embora preocupada a longo prazo. Não os vejo a impor a sua cultura, trouxeram hábitos de trabalho que obrigaram muitos de cá a dar corda aos sapatos. Observa-se uma certa atitude de superioridade, mas também se calhar é normal...

      Quanto aos refugiados é diferente: a Europa vai-lhes oferecer o quê? os empregos que escasseiam? os apoios económicos que nega aos seus membros?

      Quando os portugueses e outros povos emigraram, especialmente para Franca, havia grande oferta de emprego para reconstruir a Europa devastada pela guerra; agora é precisamente o contrário: a alguns países até dava jeito que alguns cidadãos fossem "dar uma volta", veja-se Portugal por exemplo!

      E depois e mais importante, com esta atitude não se está a resolver o problema, mas apenas as consequências do problema. Na minha opinião o problema resolve-se pela via diplomática junto dos países causadores deste dilúvio, ou pela via económica antes de outras atitudes mais drásticas.

      Fique bem.
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  6. Gostei da sua resposta e agradeço-lha com amizade.
    Acuso o toque da sua primeira linha e peço-lhe desculpa pela verborreia que não consegui estancar, esperando contudo que não tenha sido estéril. Mas o assunto é muito sério, de grande profundidade e o meu espírito de síntese é curto.
    Reparei, certamente, na distinção que fez, no seu texto, entre chineses e islâmicos, atribuindo-lhes características diferentes. Sem afastar as suas preocupações, também as deixei expressas.
    Onde eu discordo é na parte económica da questão.
    As actuais teorias politicamente correctas levam a conclusões do tipo “não há trabalho, não há emprego”. Nem todos pensamos assim. Um impulso gerador de rendimento na economia gera novos rendimentos. Bem sei que necessitaremos de alterar os paradigmas sociais, tarefa dificílima, mas não impossível, como se pode ver na análise histórica da humanidade que está repleta dessas mudanças. Também o vigente se há-de alterar mas, enquanto os dirigentes tiverem como único interesse acumular recursos financeiros que, fatalmente, vão parar sempre aos mesmos bolsos, não sairemos disto. Imagine o que, no interior do nosso país desertificado, significa investir na criação/recuperação de condições dignas de vida, e o desenvolvimento que isso acarreta nas economias locais. Recursos? Certamente não tantos como os que temos aplicado no BPP, BPN, BES/Novo Banco.
    Tem toda a razão quando diz que só estamos a resolver (estaremos?) as consequências do problema. De facto, não se estão a atacar as raízes. Os esforços diplomáticos e económicos devem ser feitos, como diz, mas também outros de carácter militar. Porque não? Consegue-se apanhar cirurgicamente um homem no Paquistão (Bin Laden) e não se conseguem ver “exércitos islâmicos”?
    O que não gostaria de ver singrar são as teorias da conspiração que refere, estas sim, orientadas para o ódio racial, para o ódio ao diferente. Também sou dos que partilham a ideia de que todo o mundo é de todos os homens (saudação a Luís Robalo).
    E lá me estiquei outra vez na prosa. Do facto, peço-lhe sinceras desculpas e espero que aceite o abraço amigo que lhe envio. 
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    1. Diz muito bem, senhor José Rodrigues. E o prof. Ricardo Reis escreve hoje, no caderno "Dinheiro Vivo" dos jornais DN e JN,que não se põe a questão de os refugiados gerarem problemas económicos nos países de acolhimento.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Êxodo

SEGUNDA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2015


Banalizam-se perigosamente as imagens do êxodo de migrantes fugidos da guerra.
O que no primeiro impacto chocou o telespectador, rapidamente se transformou numa notícia que se olha sem se ver.
Mais grave é que história está cheia destas “banalidades” que já não afetam nem a vista nem a sensibilidade do resto do mundo, menos ainda dos decisores políticos. São imagens que se repetiram até à exaustão na primeira e na segunda guerra mundial e nas pequenas guerras um pouco por todo o mundo.
Há dias, na TV, uma imagem de refugiados junto a um comboio para tentar escapar da morte, trouxe-me à memória outras imagens de comboios cheios de judeus a caminho dos campos de concentração, na 2ª guerra mundial.
Os séculos passam, o homem progride todos os dias materialmente. Fazem-se explorações técnicas dentro e fora do planeta, mas no plano espiritual o homem pratica as mesmas atrocidades de sempre e em todos estes processos os pseudolíderes, responsáveis por estes massacres quase nunca são julgados. E se o são, a própria história tem memória curta e caneta benevolente.
Penso que os dirigentes mundiais podem ser comparados aqueles maus alunos que estão sempre a repetir de ano. Como a matéria é sempre a mesma, era suposto que não se repetissem os mesmos erros ano após ano!
A minha maior incompreensão, talvez seja de compreensão lenta, é que a europa está mais focada em resolver as consequências deste drama legislando a repartição destes refugiados, do que resolver o real problema que é obrigar à paz os governos de origem deste refugiados.
Talvez que a europa, velho continente, esteja velha demais para actos de coragem e não consiga fazer melhor que isto!

Tenho ideia de que por muito menos os EUA invadiram países, fizeram cair governos e repuseram a seu bel-prazer novos dirigentes.

1 comentário:

  1. Tem razão, amiga Fátima! Mas olhe que os EUA e a Europa (UE) não resolvem o problema porque têm as mãos encharcadas com o sangue desta gente. Dos milhares que morrem atrozmente. Quem é que destruiu a Líbia, a Síria, O Iraque, etc. de onde eles Vêem? Quem é que criou ou permite a existência dos assassinos fanáticos do EI? Até aqui, neste blogue, repare na insensibilidade gélida do autor de "Que Raio de Solidariedade"sobre esta matéria (Mensagens antigas).

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ser povo é tramado!

SEXTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2015


Ser povo é tramado!


Realmente ser povo é muito tramado! Digo isto porque observo entre tanta coisa, as incontáveis manifestações dos clientes do BES reclamando as poupanças duma vida inteira.
E é muito curioso porque nunca lá vi, entre os manifestantes gente famosa, da alta sociedade e da politica. Será que o Ricardo Salgado era mais na vertente da banqueira do povo “D. Branca” e tratava só com as poupanças do dito?
Ou será que antes do escândalo, como amigos que são todos, os clientes “especiais” foram avisados para retirar a salvo as suas aplicações?
Inclino-me mais para esta versão porque sabemos que “os amigos são para as ocasiões” e “uma mão lava a outra”.
E também sabemos que houve e continua a haver tempo para tudo: para os “amigos” do banco porem as suas aplicações a salvo; para que o principal responsável emagrecesse um património que deveria ser imediatamente congelado para pagar futuras dívidas (não é assim que as finanças fazem quando um qualquer cidadão deve uns centavos ao Estado?). É que nem lhe pergunta se tem dinheiro para comer, congela o ordenado antes mesmo do tipo poder piscar um olho.

É, realmente vivemos num país muito moderno.A corrupção está na moda, a falta de escrúpulos também e a ganância, que é mãe de todos os vícios cega os homens e faz com que alguns andem por aí a atropelar tudo e todos, acreditando que quando morrerem levarão alguma coisa com eles.

5 comentários:

  1. Até quando iremos suportar estas iniquidades, em que a lei não é igual para todos, o poderoso humilha o fraco e a Justiça é pervertida ?
    Amândio

  2. Concordando em grande parte com sua carta, não resisto a transcrever algumas noticias que toda a imprensa tem dado a conhecer sobre “amigos” do banqueiro Ricardo Salgado:

    O BES foi o principal financiador da Fundação Mário Soares, doando dinheiro a esta instituição como forma de mecenato. Última doação ocorreu em 2013 e teve o valor de 300 mil euros...

    O antigo Presidente da República, Mário Soares, defendeu, numa curta entrevista ao jornal “i”, a posição de silêncio absoluto adoptada pelo «amigo» Ricardo Salgado em todo o caso BES...

    Ricardo Salgado recebeu a visita de Mário Soares, na sua casa em Cascais. O ex-líder do Banco Espírito Santo, em prisão domiciliária desde 24 de julho no âmbito do caso BES, já tem recebido vários amigos, mas Mário Soares, com quem manterá uma relação de amizade desde os anos 80, parece ser o mais mediático.

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    1. Parabéns à amiga, Fátima Rodrigues pelo oportuno texto " Ser povo é tramado " com o qual estou plenamente de acordo. Também estendo os meus parabéns à resposta do caro senhor Jorge Morais, e que teve a coragem de por o "dedo na ferida" ao apontar o silêncio do Dr. Mário Soares sobre o caso do (seu amigo) Ricardo Salgado e a visita solidária ao mesmo. Tiro-lhe o chapéu por ter a coragem de tocar em assunto tão incómodo para o dito politico e até para os seus idolatras.

  3. Mais um oportuno texto da ( não sei como tratá-la... Dona não me soa bem. Permita-me que a trate por amiga) amiga Fátima Rodrigues.

  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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