segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Olha para o que eu digo; não olhes para o que eu faço!

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE DEZEMBRO DE 2015


Quando ouvimos esta gente que sempre viveu da política, onde entraram jovens estudantes e permanecem já de cabelos brancos, com aquele tom paternalista como se falassem para um bando de ignorantes, só me apetece perguntar de onde vem esta gente? De que aviário saíram?
Eles são peritos em economia, em finanças, em educação, em saúde. Será?
Onde adquiriram tantas competências se alguns apenas se conhecem a viver da política e trabalho dito trabalho nunca exerceram?
Que provas deram ao país da sua honestidade, lealdade e competência quando se propuseram servi-lo?
O comum cidadão em busca de emprego de salário mínimo é muitas vezes maltratado, sendo-lhe exigido de tudo (qualquer dia até uma amostra de ADN); esta gente da política que vai gerir o erário publico e mexer com influências poderosas, nada lhes é exigido a não ser a bênção do padrinho certo.

O mundo gira ao contrário: quem deveria servir, serve-se!

Direita (PSD e CDS) quer prisão por deixar idosos nos hospitais

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE DEZEMBRO DE 2015


Uma sociedade que não dignifica os seus mais velhos, seja através da família, seja através do estado é pouco evoluída.

Este é um título no JN de hoje.

Depois de lhes serem retirados os centros de saúde de perto de casa, de lhes trincarem as reformas. Depois de os deixarem nos corredores dos hospitais a morrerem sozinhos sem a dignidade que qualquer ser humano merece, vem agora esta direita pseudo moralista falar nestes termos quando foi durante o “reinado passado” que maior maltrato a população em geral e os idosos em particular receberam.

Afinal o que temos neste universo de iluminados são meia dúzia que, “nunca se enganam e raramente têm dúvidas” e outros, a maioria, que muda de opinião à velocidade dos seus interesses políticos e dependendo do lado da barricada onde estão.

Se alguém deveria estar na prisão foram aqueles que levaram o país ao estado em que está, em que muitos fizeram fortunas imorais e outros, que no passado até tiveram o necessário, chegam ao ponto de estenderem a mão à caridade e se o não fazem, por vergonha, passam fome.


Sempre achei que a diplomacia era o ofício dos políticos. Enganei-me! A sua arte é a demagogia, onde são grandes especialistas e doutorados.

3 comentários:

  1. O problema é que quem deixa os idosos nos hospitais, normalmente não tem condições económicas para os assistir convenientemente. Ou se tem capacidade económica não tem sentimentos de respeito e amor pelos idosos. Por outro lado, quando existem 5 ou 6 filhos ou dezenas de netos, quais seriam os que seriam responsabilizados e presos. A demagogia e a falta de respeito pelos cidadãos está na formulação desta proposta, pois se as pessoas estão cada vez mais na miséria foi o governo cessante que muito contribuiu para isso. Isto é uma vergonha que devia envergonhar os próprios proponentes.
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  2. Tenham calma porque agora este XXI governo vai resolver tudo.
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    1. Se continuar a piorar será o fim do sistema, pois quem anda com atenção ao que se passa à sua volta, só pode desejar que melhore. Não se trata de um Benfica/Sporting, mas dos problemas, quase insolúveis, que estão no rectângulo onde decorre o jogo da vida portuguesa. Gostaria que os que nos governaram fossem mais conhecedores da sua missão. Contudo, continuo a desejar êxito aos actuais governantes, para bem de todos nós, mas, na verdade, não acredito que sejam competentes, porque o hospital está cheio de enfermidades para as quais os medicamentos até hoje utilizados não têm poder curativo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Memórias

SÁBADO, 5 DE DEZEMBRO DE 2015


Enquanto tiver memória, eu vou lembrar-me de ti,

porque estás nas minhas veias,
vivendo através de mim.

eu vou lembrar, os rios onde nadei,
os montes que percorri,
as fogueiras que acendi... contigo…

As histórias que me contavas, enquanto eu adormecia.
O medo que eu sentia, somente tu afastavas,
dum jeito que tu sabias e a mais ninguém caberia
como a ti...

Espantavas o cansaço, emprestavas o abraço
e o teu sorriso especial…

Apesar do desalento, dessa luta contra o tempo
e dos teus sonhos desfeitos,
continuas-te na vida com a alma agradecida
pelo pouco que te dava...

E sempre que foi preciso, ali estava o teu sorriso
de tanta serenidade...

Espantavas o cansaço, emprestavas o abraço
E o teu sorriso especial…

Enquanto eu tiver memória, vou lembrar como tu eras...
enquanto eu tiver memória, eu vou lembrar-me de ti…

A sombra que fica

SEXTA-FEIRA, 4 DE DEZEMBRO DE 2015


Observa o mundo que te rodeia

com a profundidade das grandes decisões
e no íntimo da tua alma silenciosa
faz as perguntas fundamentais.
Verás que em ti mesmo acharás as respostas.

Presta atenção à qualidade dos abraços
e ao piscar dos olhos dos hipócritas

Atem-te na observação de ti mesmo.
Avalia o que escolhes e porque o escolhes.
Tens apenas uma oportunidade. 
Sê coerente!

 A vida pode ser de uma enorme simplicidade, 
assim o queiras!

Presta atenção à qualidade dos abraços
e ao piscar dos olhos dos hipócritas

Quando nascemos somos sós
e quando caminhamos para o fim
também somos apenas nós...
na solidão do caminho individual
que é o nascimento e a morte...

Aí, na hora de deixar o mundo das acções
Quando nada depende mais de nós
Que seja nossa, a sombra iluminada
Perdurando naqueles que ainda ficam…

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Mulher

SEGUNDA-FEIRA, 30 DE NOVEMBRO DE 2015


Penso naquelas mulheres

Que, esgotadas de sonhos
Ainda tem dentro de si
Carinho...

Penso naquelas mulheres
que, maltratadas pela vida
ainda olham os filhos
sorrindo...

Penso em tantas mulheres,
que inventam tolerância,
que são donas de esperança,
repartindo-a...

Penso em "ti" em especial,
porque "fabricas" a força
com que preparas os filhos,
para um futuro melhor.

Na imensa sabedoria,
das coisas simples da vida,
ensinas-lhes um caminhar
tranquilo.

E quando enfim te aquietas
cansada desse labor,
adormeces na esperança
de um amanhã bem melhor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Alma gémea

DOMINGO, 29 DE NOVEMBRO DE 2015


É branca a nossa casa, meu amor
e como brilham portas e janelas,
nos dias em que o sol em seu esplendor
carinhosamente incide nelas.

E o jardim de verde foi pintado
por tão suaves mãos, feitas de cor,
com flores coloridas pontuando
em sinais do nosso eterno amor.

Divino este amor, nosso destino
continuarmos juntos no caminho
que escolhemos viver uma vez mais.

Assim em união tão verdadeira
Alma da minha alma, companheira
de tantas vidas, de tantos ideais...

3 comentários:

  1. Lindo é de ler, mas quão difícil de encontrar, quão distante da realidade! Escreveu um grande poeta da minha terra, António Feijó: "Pela montanha alcantilada/Todos quatro em alegre companhia/O amor, o tempo, a minha amada/E eu subíamos um dia. Da minha amada no gentil semblante/Já se viam indícios de cansaço/ O amor passáva-nos adiante/E o tempo acelerava o passo" (...) Ou aquele poeta brasileiro: "Que seja eterno enquanto durar"...
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    1. Lindo esse poema do Antonio Feijo! Maldade juntá-lo à minha pseudo poesia.
      Quanto à alma gémea acredito que existe às vezes um pouco escondida outra vezes à frente dos nossos olhos, mas nós com os filtros que criamos e tantas crenças erradas, nem sempre temos a paciência e a bondade de olharmos a alma do outro como deveríamos. Fique bem.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Crise e educação

QUINTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2015


Crise é das palavras que mais vezes se tem citado nos últimos anos.
Educação é a assimilação e a prática de regras e de valores que nos tornam mais capazes de viver em sociedade
Estas duas palavras interligam-se com demasiada frequência, pois é essencialmente durante situações de crise, individual ou social, que se detecta a existência da educação, ou a falta dela.
Isto a propósito da utilidade da “crise” que na minha opinião tem servido para aferir conceitos e atitudes o  que nem sempre a família/educadores conseguiram fazer.
Ninguém dúvida que a maioria dos pais ama os seus filhos. Ninguém dúvida também que todos gostam de lhes dar melhores condições de vida, melhores que a deles próprios.
Muitas vezes dá-se acima das posses para suprir, quem sabe, alguma falta de acompanhamento, ou por não saber gerir a manipulação dos filhos, ou simplesmente porque é mais fácil dizer que sim do que dizer que não.
Por tudo isso é que a educação é uma das missões mais ingratas do ser racional.
Pelo que está dito acima o que se verifica, não olhando aos aspectos negativos que a crise tem desencadeado, observa-se que muitas pessoas mudaram positivamente comportamentos, tais como, levar a “comidinha” para o emprego: homens e mulheres, jovens e menos jovens o fazem, de uma forma muito descontraída, tornou-se moda até; 
já não caem os “parentes” na lama ao aceitar um emprego de salário mínimo mesmo quando se tem formação académica superior, os chamados “doutores”.
Faz-se agora uma gestão do dinheiro e das despesas, com maior bom senso, porque o que antes era um emprego vitalício agora é, quase sempre, precário.
A crise serviu pois para complementar o que em muitos casos foi a insuficiência da educação, do bom exemplo a seguir.

Logo a crise tem sido uma grande pedagoga.