terça-feira, 20 de maio de 2025

Não havia necessidade/Diversão e exercício no autocarro

 

Fátima Rodrigues mariafatima.rrodrigues@gmail.com

Wed, May 7, 2:16 PM (13 days ago)
to leitor
Há uma campanha permanente para aconselhar os mais velhos a praticarem exercício físico, 
mas como diria o outro “não havia necessidade”. Basta ver a capacidade de equilíbrio que 
os idosos possuem nomeadamente quando usam os transportes públicos. 
Pelo que vou observando mal entram no autocarro, em menos de 30 segundos voam pelos corredores. 
Na travagem seguinte são automaticamente sentados e só com algum azar se estatelam no chão.
Com muletas, andarilhos, mancos ou aos tremeliques todos sem exceção adquirem uma 
elasticidade fantástica só por usarem os transportes públicos. 
Não insistam mais em ginásios para velhotes, subsidiem o passe dos STCP pois para além 
do exercício físico também se divertem e divertem os restantes passageiros.



sexta-feira, 9 de maio de 2025

Os mesmos a fazer as mesmas coisas


Apagados aos poucos

Fátima Rodrigues mariafatima.rrodrigues@gmail.com

Tue, Apr 29, 10:14 AM
to leitor


Muito já se escreveu sobre os motivos do apagão do dia 28 abril e muito mais se escreverá.

Muitos vão enaltecer como foi lindo o dia em que as pessoas se viram privadas das redes sociais e

puderam confraternizar à volta dum churrasquinho entre família  amigos.

Muitas teorias conspiratórias e muitas profecias sendo ditas, mas ninguém assume que estas coisas 

também acontecem por conta da nossa subordinação e perda gradual de autonomia.

Supostamente somos uma nação mas percebe-se como mandamos pouco no que é nosso.

O exímio trabalho dos políticos quando entregam bens essenciais como energia e água a privados ou 

estrangeiros mostra como o país está a ser vendido a retalho.

Conheço bem a realidade da EDP e o orgulho com que se festejavam grandes investimentos nas 

energias limpas em diversos países ao redor do mundo para agora me aperceber como estamos tão 

subordinados a outros na manutenção dos bens essenciais como a água e a energia.

Ter fé que vêm aí melhores dias só porque temos eleições em breve é um direito que cada um tem. 

Pessoalmente não acredito na mudança, porque continuam a ser os mesmos a fazer as mesmas coisas, sem criatividade e sem autonomia.

D. Sebastião não voltou e o D. Afonso Henriques foi um génio no seu tempo e provavelmente já não 

saberia governar este país entregue a mouros.





 




quinta-feira, 24 de abril de 2025

Buscamos um sentido para a vida em coisas sem sentido

 Um sentido para a vida

Fátima Rodrigues mariafatima.rrodrigues@gmail.com

Wed, Mar 19, 10:57 AM
to leitor

Nunca como agora se teve acesso a tantas coisas, essenciais ou supérfluas e nunca como agora 

as pessoas se frustram tão rapidamente.

Erradamente pensamos encontrar a realização em coisas volúveis que satisfazem temporariamente, 

mas que rapidamente desaparecem perante os nossos olhos inquietos. 

A frustração acontece porque se busca um sentido nessas mesmas coisas.

"Procura-se o sentido da vida em coisas sem sentido".

Buscamos permanentemente, sem saber muito bem o quê, influenciados por outros, tão equivocados 

como nós.

Os mestres estão por todo o lado, com receitas para a felicidade e nós simples mortais continuamos 

a acreditar que o sentido para a vida virá pela boca de um "salvador" por não reconhecermos em nós 

as competências para ir em busca de um futuro.

A psicoterapia atual insiste em continuar a dissecar a mente do paciente para encontrar aí os 

argumentos que justificam comportamentos e a partir do diagnóstico  vida continuará com o amparo 

da terapia a que o paciente dificilmente escapará.

Viktor E. Frankl defende que o psicoterapeuta deveria ter o papel do oftalmologista e não o do pintor, 

porque enquanto o pintor nos ensina a sua visão das coisas, o oftalmologista ajuda-nos a ver pelos 

nossos próprios olhos.




sexta-feira, 14 de março de 2025

Os novos donos da razão

 






Quando o tempo cala a nossa voz…

Aquele tempo em que achávamos ser donos da razão, dos grandes discursos e dos argumentos intermináveis vai diminuindo com o passar dos anos.
Do discurso externo vibrante evolui-se para um monólogo interno interminável e as grandes questões que se equacionam durante a vida voltam agora mais fortes porque se tem o tempo e o espaço para avaliar retrospectivamente o que se viveu. Aparentemente voltamos a uma espécie de nova meninice da idade dos porquês.

E nas famílias, quando não há valores ou compaixão, aqueles que silenciam a voz transformam-se pouco a pouco no  “elefante na sala”.

A razão tem novos donos, que tudo sabem e tudo discutem com argumentos de altíssima lucidez. A voz dos mais velhos é abafada por vozes mais altas e mais fortes. Já pouco importa quem foram os antecessores com sucessos ou insucessos que nessa contínua desvalorização pouco a pouco se anulam… 

Tudo perde importância perante novas gerações espaçosas e brilhantes. 

Ai se as jovens gerações percebessem como se chega tão depressa a ser o elefante na sala talvez que a compaixão tornasse este mundo mais suportável.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Cidades, todas diferentes todas iguais_melhorar imagem

 











Fátima Rodrigues mariafatima.rrodrigues@gmail.com

Fri, Jan 24, 2:51 PM
to leitor

A cidade é um pulmão gigante de gentes correndo maratonas todos os dias.

Uma corrida de obstáculos, autocarros que se perdem num relógio que não para.

Chegar ao emprego é uma aventura no cansaço e na vontade de voltar para casa.

A cidade não é só o que dizem os noticiários, tão pouco o glamour apregoado pelos  influenciadores/manipuladores, é muito mais. 

Uma espécie de loja do chinês onde tudo se mistura.

É pressa, ansiedade, insegurança, medo…

O luxo que convive lado a lado com a miséria…

E uns poucos que tem cada vez mais  e muitos que apenas sobrevivem.

Supostamente são assim todas as cidades da democracia.