QUARTA-FEIRA, 9 DE NOVEMBRO DE 2016
Há alguns anos e se calhar ainda há, havia uns famosos telefonemas para casa das pessoas anunciando que tinham ganho uma viagem num concurso e que para ir receber o prémio teriam que comparecer no sitio tal, à hora tal e acompanhados do marido/esposa.
Muitos crentes e felizes compareciam aos referidos encontros e conversa vai e conversa vem, saíam de lá com uma viagem a “cascos de rolha” e um contrato assinado para a compra de artigos de que nem precisavam e a pagar por muitos meses.
Caídos na realidade, tentavam remediar a situação, uns conseguiam outros não.
Depois era o corolário de lamentos, gastos com advogados, ou apenas o conformismo de saber que se fez asneira, assumindo o prejuízo.
Não sei se neste caso foi uma situação semelhante: conversa vai, conversa vem e como as eleições americanas são como as novelas portuguesas que duram uma eternidade, a páginas tantas já ninguém sabia quem era o bom ou quem era o vilão e vai daí votarem de cruz.
Que diga-se, em abono da verdade, nas novelas portuguesas o bom é sempre parvo (para não lhe chamar outra coisa) e o vilão inteligente.
Por cá votamos nos parvos ou nos espertos?

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